23/09/12

Aposentadoria do professor no INSS.

Aposentadoria do professor no INSS.

A Previdência Social, INSS, oferece a aposentadoria especial do professor. Saliento que a aposentadoria é que é especial e não a atividade de professor. Digo isso pois muitas pessoas me perguntam se um tempo que trabalharam como professor será acrescido como a atividade especial. A resposta é não, a atividade de professor é comum, ou seja, para obter benefício diferente da aposentadoria especial do professor será contado normalmente. A exceção é para quem exerceu a atividade professor até 16.12.1998, veja o artigo 232 da instrução abaixo.


Para ter direito a aposentadoria especial do professor é preciso que tenha trabalhado o tempo mínimo exigido exclusivamente como professor. Se trabalhou, por exemplo, 10 anos em atividade fora da escola e outros 20 como professor só irá ter direito quanto completar os 30 anos em sala de aula e nesse caso poderá se aposentar quando completar os 35 anos de contribuição obtendo a aposentadoria por tempo de contribuição, sem considerar a atividade de professor.

A aposentadoria especial do professor também sofre a redução imposta pelo fator previdenciário, a diferença é que o cálculo irá considerar um tempo de 5 anos a mais na tabela. Para exemplificar, se um professor, homem, for se aposentar com 30 anos de atividade exclusiva em sala de aula o fator aplicado será como se tivesse 35 anos contribuição. No caso da professora que precisa comprovar 25 anos em sala de aula, na hora que for se aposentar será aplicado o fator previdenciário como se tivesse 30 anos.

Estas regras valem somente para quem exerce a atividade de professor em escolas regulares de ensino básico, cujos recolhimentos são feitos para o INSS. Os servidores públicos seguem outras regras. O professor ou professora tem que comprovar exerceu sua atividade em sala de aula ou em setor ligado ao ensino no âmbito da escola. O INSS aceita que o professor exerça atividades na coordenação de ensino, na biblioteca, na diretoria e outras, desde que estejam relacionadas com o ensino e dentro da escola.

Veja o que diz a instrução normativa 45 do INSS publicada em 06.08.2010:

Subseção IV – Da aposentadoria por tempo de contribuição do professor

Art. 227. A aposentadoria por tempo de contribuição será devida ao professor que comprovar, exclusivamente, tempo de atividade exercida em funções de magistério em estabelecimento de educação básica, bem como em cursos de formação autorizados e reconhecidos pelos Órgãos competentes do Poder Executivo Federal, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal, após completar trinta anos e vinte e cinco anos, se homem ou mulher, respectivamente, independente da idade, e desde que cumprida a carência exigida para o benefício, observado o art. 229.

§ 1º Função de magistério são as atividades exercidas por professores e especialistas em educação no desempenho de atividades educativas, quando exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e modalidades, conforme Lei nº 11.301, de 10 de maio de 2006.

§ 2º Educação básica é a formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

Art. 228. A comprovação da condição e do período de atividade de professor far-se-á mediante a apresentação dos seguintes documentos:

I - da habilitação:

a) do respectivo diploma registrado nos Órgãos competentes Federais e Estaduais; ou

b) qualquer outro documento emitido por Órgão competente, que comprove a habilitação para o exercício do magistério, na forma de lei específica; e

II - da atividade:

a) dos registros em CP ou CTPS, complementados, quando for o caso, por declaração do estabelecimento de ensino onde foi exercida a atividade, sempre que necessária essa informação, para efeito de sua caracterização;

b) informações constantes do CNIS; ou

c) CTC nos termos da Contagem Recíproca para o período em que esteve vinculado a RPPS.

Parágrafo único. A comprovação do exercício da atividade de magistério, na forma do inciso II do caput, é suficiente para o reconhecimento do período trabalhado para fins de concessão de aposentadoria de professor, presumindo-se a existência de habilitação.

Art. 229. Para fins de aposentadoria por tempo de contribuição de professor prevista no art. 227, observado o direito adquirido, poderão ser computados os períodos de atividades exercidas pelo professor, da seguinte forma:

I - como docentes, a qualquer título; ou

II - em funções de diretor de unidade escolar, de coordenação e assessoramento pedagógico, inclusive de administração, de planejamento, de supervisão, de inspeção e de orientação educacional.

Art. 230. Considera-se, também, como tempo de serviço para aposentadoria por tempo de contribuição de professor:

I - o de serviço público federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal;

II - o de benefício por incapacidade, recebido entre períodos de atividade de magistério; e

III - o de benefício por incapacidade decorrente de acidente do trabalho, intercalado ou não.

Art. 231. O professor universitário deixou de ser contemplado com a aposentadoria por tempo de contribuição de professor com a publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, porém, se cumpridos todos os requisitos exigidos para a espécie até 16 de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, terá direito de requerer a aposentadoria, a qualquer tempo, observada a legislação vigente na data da implementação das condições.

Art. 232. O professor, inclusive o universitário, que não implementou as condições para aposentadoria por tempo de serviço de professor até 16 de dezembro de 1998, vigência da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, poderá ter contado o tempo de atividade de magistério exercido até esta data, com acréscimo de dezessete por cento, se homem, e de vinte por cento, se mulher, se optar por aposentadoria por tempo de contribuição, independentemente de idade e do período adicional referido na alínea “c” do inciso II do art. 223 desta, desde que cumpridos trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos, se mulher, exclusivamente em funções de magistério.

Art. 233. A partir da Emenda Constitucional nº 18, de 30 de junho de 1981, não é permitida a conversão do tempo de exercício de magistério para qualquer espécie de benefício, exceto se o segurado implementou todas as condições até 29 de junho de 1981.

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Saiba mais sobre os benefícios do INSS no blog: BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA

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