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A difícil situação dos aposentados do INSS.

A difícil situação dos aposentados do INSS.

A situação dos aposentados não é nada boa no Brasil. A renda dos benefícios pagos pela Previdência Social se aproxima do mínimo e além disso o grau de endividamento dos aposentados é muito grande. No governo Lula foi incentivado que todos fizessem empréstimos consignados, com isso perderam 30% da renda. Com o tempo a renda diminuída não era mais suficiente e fizeram novos empréstimos nas financeiras que aceitam até quem esta negativado, com isso a renda chegou a ser zerada, não há mais nenhuma sobra.

A defasagem da renda dos benefícios da Previdência se dá devido ao aumento diferenciado que é dado ao salário-mínimo. O aumento do salário-mínimo é sempre maior que o índice aplicado aos aposentados e pensionistas que têm renda maior que o mínimo. Assim que se aposentou com 10 mínimos em poucos anos chega a um valor muito inferior e não há o que fazer, pois a Previdência alega que os aumentos foram fixados pelo governo e por isso não há revisão possível.

Devido as respostas que tenho dado a quem pergunta o que fazer para mudar isso o aposentado Paulo Andrade me enviou o poema abaixo onde conta sua situação frente a essa situação que atinge a todos os aposentados. Público seu poema, que veio sem título, pois deve ser o que a maioria dos aposentados gostaria de dizer.


Trinta anos trabalhei,
Como Agente de Estação,
Sendo insalubre com vinte e cinco anos,
Pude me aposentar sem restrição.

Com aposentadoria especial,
Trinta anos pude completar,
Com seis salários mínimos,
Passei a ganhar.

Treze anos depois,
Com três salários pude ficar,
Solicitei a revisão em dois mil e três,
E o INSS insistiu em negar.

Sem obedecer o direito adquerido,
Não quis meu salário revisar,
Como posso ter esse meu direito garantido,
Sem ter de na justiça reclamar.

Lula era a esperança,
E não soube governar,
Sendo c0ontra os aposentados,
Só fez nos humilhar.

Nos deixou com dívidas,
Sem ter nem como pagar,
As contas do mês,
Que me deixou sem ter como quitar.

Pagava de energia,
Menos de setenta reais,
Quando dez salários eu ganhava,
E agora não sou capaz.

De poder estar em dia,
A energia pôde se elevar,
Depois da Ampla,
A energia aumentar.

Ganho menos de três salários,
Não posso mais minha conta quitar,
A energia quatrocentos reais,
Sou obrigado a pagar.

Imagina que ganha um salário mínimo,
Não tem como suas contas pagar,
Só as compras são quinhentos reais,
Lula de fato não soube governar.

Como poeta aqui estou,
Para o meu talento divulgar,
E nesse meio tempo,
A realidade busco mostrar.

Do poeta: Paulo de Andrade


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